Da Suíça à Noruega

Green Valley Festival of Bluegrass Music – Junho

Todos os anos gostamos de ir passear ao estrangeiro e dar um ar da nossa graça nos festivais de bluegrass que acontecem por essa europa fora. E este ano, como não podia deixar de ser, a brincadeira voltou a repetir-se. Em junho calhou-nos na rifa o Green Valley Festival of Bluegrass Music, um evento de três dias que decorre numa pequena vila de cowboys (a fingir) algures no country side Suíço. Para além de uma agenda repleta de concertos e jam sessions, este festival oferece aos visitantes um ambiente bem western a fazer lembrar os filmes de índios e cowboys. Não é que a gente apoie a 100% este tipo de abordagens, pois o bluegrass não é música de cowboys, mas se os promotores do evento querem cativar mais público por vezes têm que fazer batota.

Langesund Bluegrass Festival – Agosto

A nossa estreia na escandinávia aconteceu em meados de Agosto quando visitámos a simpática vila piscatória de Langsund, a duzentos e qualquer coisa quilómetros a sul de Oslo, para participar no Festival de Bluegrass local. Esta bienal de bluegrass dura apenas um dia e é organizada por um simpático casal de voluntários. O festival era para se realizar ao ár livre, num generoso palco cimentado no centro da vila, mas como o tempo não estava de feição a animação passou toda para a taberna central. Por lá passaram uma mão cheia de bandas, quase todas norueguesas e nós, os baixotes de Portugal, esse exótico país onde às vezes chove.

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Bluegrass bem regado

Hora de Baco – Museu do Teatro Romano – 31 de Janeiro

A Hora de Baco é uma iniciativa do Museu do Teatro Romano (núcleo do Museu da Cidade), cujo objectivo é divulgar a existência do mesmo, dos artistas e dos vinhos que se juntam à mistura. Esta foi a segunda vez que nos dirigimos a Alfama para participar nestes concertos de fim de tarde. Por norma a Hora de Baco acontece no terraço do museu, com vista privilegiada sobre a cidade e sobre o tejo, mas desta vez a chuva não deu tréguas e tivemos de nos mudar para um canto mais abrigado. Depois de uma generosa dose de bluegrass a tarde terminou em beleza com direito a copo de vinho e dois dedos de conversa. Resta agradecer o amável convite do Museu da Cidade e a simpatia de toda a equipa do Teatro Romano, que tão bem nos recebeu.

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Festival da Cerveja e Petiscos – Águas Livres (Damaia) – 7 de Junho

Somos os primeiros a admitir que o bluegrass e a cerveja combinam muito bem. Por isso aceitámos imediatamente o convite da Junta de Freguesia de Águas Livres (antiga Damaia) para animar uma das noites do Festival da Cerveja e Petiscos. Esta festividade decorreu entre 7 e 10 de Junho e, para além das muitas tasquinhas de comes e bebes, ofereceu aos munícipes uma programação musical bastante diversificada: do tradicional tributo ao Xutos, passando pela música ligeira e música brasileira, até ao bluegrass. Tivemos muito gosto em fazer parte desta iniciativa e agradecemos o simpático convite que nos foi feito. E ao público que tremia de frio numa noite fresca de primavera, muito obrigado pela vossa presença!

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Blues Nights – Baixa da Banheira – Janeiro

O início do ano ficou marcado pelo amável convite que recebemos dos nossos amigos da Associação BB Blues Portugal para sermos o Openning Act de mais uma edição do Blues Nights na Baixa da Banheira. Este evento decorreu no Auditório Municipal e teve como cabeça de cartaz os The Ragtime Rumors, os vencedores do European Blues Challenge de 2018. Este amoroso quinteto holandês, com fortes influências de Django Reinhardt e Tom Waits, fizeram um concerto memorável que superou as expectativas de uma sala quase esgotada.

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A associação BB Blues Portugal foi fundada em 2013 e tem como objectivo a divulgação do Blues e dos artistas que se expressam atraves dele. A sua programação anual é bastante preenchida. No verão são organizados diversos ciclos de Blues um pouco por todo o país. Em Outubro começam no Auditório Municipal da Baixa da Banheira as Blues Nights que acontecem mensalmente até Maio. Com a primavera chega o Baixa da Banheira Blues Fest, um festival de quatro dias que é o culminar da programação anual da BBBP. Para além disso, a associação participa regularmente no European Blues Challenge, levando consigo uma banda nacional para concorrer ao prémio de melhor banda de blues europeia.

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Por todos estes motivos e mais alguns consideramos que é de louvar o trabalho que esta associação tem feito desde o início. A dedicação do Dúlio, do Rui e da restante equipa é fruto de uma grande paixão pelo blues e pela música tocada ao vivo. Da nossa parte só nos resta agradecer todo o apoio que nos têm oferecido, pois já não é a primeira nem a segunda vez que participamos em ações da BB Blues Portugal. Por isso aconselhamos que sigam de perto da sua actividade em: https://www.bbluesportugal.com

Fotos de José Estiveira

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Fecho de Contas 2018: Al Ras Bluegrass & Old Time Festival

Há já algum tempo que andávamos a pressionar o nosso amigo Lluís Gómez para levar os Stonebones ao Al Ras Bluegrass & Old Time Festival, visto ser ele o organizador e o tesoureiro do evento. Mas por falta de agenda ou orçamento, tivemos de esperar uns anos até merecer um lugar no mais antigo festival de bluegrass da península ibérica. A espera terminou em Novembro passado quando estes quatro magníficos aterraram em El Prat incumbidos de mostrar o que valem aos público catalão.

O festival estendeu-se por quatro dias, de quinta a domingo, sempre em salas diferentes na zona de Barcelona e arredores. Nós tínhamos programadas duas actuações. A primeira foi na sexta feira juntamente com os The Silky Ramblers no Centro Comunitário La Sedeta. Esta sala situada bem no centro da cidade estava à pinha de gente. Nunca pensei que em Barcelona houvesse tanto público para ouvir Bluegrass numa sexta feira à noite.

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Para nosso deleite este concerto foi registado na íntegra em vídeo! Aqui fica o link do dito cujo para irem ouvindo enquanto lêem o resto do post: https://youtu.be/J57Qta0VN0Q

No sábado a seguir ao almoço lá rumámos a Mollet Del Vallès, uma povoação a 40 km de Barcelona, para tocar no Antigo Mercado Municipal onde estava montado o estaminé para uma noite repleta de concertos. O primeiro a subir ao palco foi o Toni Giménez, um guitarrista solitário que abriu as hostes com um tom calmo e introspectivo, tocando canções e modinhas do antigamente.

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Seguiram-se os Newgrass Republic Band, um conjunto mais virado para a fusão entre o folk rock dos anos 60 e 70 com o bluegrass e o old time.

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Depois foi a vez dos YerbAzul, um agrupamento musical com um plantel bastante internacional, pois conta com músicos ingleses, americanos e catalães.

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Foi então que surgiu a maior surpresa da noite: as Bowing Girls, três encantadoras garotas que interpretam os clássicos do bluegrass com instrumentos de arco (violino, violoncelo e contrabaixo) e cantam em harmonia sem desafinar uma nota. Top!

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A Barcelona Bluegrass Band é por tradição o agrupamento cicerone do Al Ras, pois no seu núcleo está Lluís Gómez, um dos organizadores do evento. Este quarteto de grandes virtuosos mostrou como se toca nas horas!

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Depois da apoteose musical oferecida pela banda anterior, calhou-nos a árdua tarefa de encerrar a maratona de concertos. Lá subimos ao palco com receio de não fazer boa figura à frente de uma plateia que já mostrava alguns sinais de cansaço. Mas como é óbvio demos o nosso melhor e mostrámos ao público Catalão o que é essa coisa do Bluegrass na língua de Camões.

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E para acabar a noite em beleza, como é hábito neste tipo de festivais, todos os músicos presentes na sala subiram mais uma vez ao palco para a tradicional jam session.

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Participar no Al Ras foi uma experiência fantástica. Ficámos instalados num simpático Hostel mesmo no centro da cidade, com uma vista privilegiada para os melhores botecos e botequins. Mas acima de tudo, foi o contacto com excelentes músicos e aficionados do bluegrass que mais nos encheu as medidas. Se já tínhamos alguns amigos em Espanha, fruto de participações em outros festivais, regressamos a Portugal com mais uma mão cheia deles.

***

Mais umas palavras sobre o Al Ras Bluegrass & Old Time Festival: como já aqui foi referido, este é o mais antigo festival de roots music norte americana da Penínsola Ibérica. O festival propriamente dito acontece em Novembro, mas fazem parte da sua programação outros eventos dedicados ao ensino e promoção deste estilo de música. São eles o Bluegrass Camp, um workshop de um dia que acontece em Março e a Bluegrass Jam, que se repete quinzenalmente há mais de 10 anos! Façam uma visita ao site do Al Ras e incluam este nome no vosso roteiro de festivais de bluegrass!

http://www.alrasfestival.com/

Nota: fotos “emprestadas” do site do Al Ras…
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Fecho de Contas 2018

Festa do Leitão da Bairrada – Águeda
9 Setembro 2018

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Ávidos por uma boa patuscada lá zarpámos a todo o vapor rumo à terra das motorizadas e das bicicletas, para participar num certame que tem como objetivo celebrar essa iguaria tão apreciada. À chegada fomos recebidos com uma sandes de leitão e uma imperial para aguçar o apetite. Para além de um cartaz repleto de artistas de peso, Quim Barreiros incluído, o certame reservava ainda degustações várias e eventos de showcooking pela mão de chefes como o Chakall e outros menos mediáticos mas não menos competentes. E apesar de ser domingo à noite ainda apareceram uns quantos aficionados do bluegrass para nos dar apoio e o concerto decorreu às mil maravilhas! De notar que a nossa actuação teve a participação especial do virtuoso multi-instrumentista italiano Simone Verga, que se juntou a nós para colmatar a ausência do nosso bandolinista, que estava a gozar férias. Este festival gastronómico já vai na sua 26ª edição e para nós foi um prazer fazer parte da sua história.

Festas em Honra de São Miguel Arcanjo – Queijas
23 Setembro 2018

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O fim do verão ainda nos reservou uma mais uma excelente noite de bluegrass. Foi o caso da nossa participação nas Festas em Honra de São Miguel Arcanjo, onde a convite (muito amável) da União de Freguesias Carnaxide-Queijas foi-nos oferecida a responsabilidade de animar musicalmente aquela noite. Decidimos que iríamos dar ao público de Queijas uma noite de bluegrass única. Na primeira parte subimos ao palco sozinhos para interpretar uma dúzia de canções da nossa autoria. Mas o melhor estava reservado para a segunda metade do concerto, altura em que tirámos da cartola uma dupla de convidados vindos do outro lado do planeta para tocar conosco: Bob Hamilton, com residência fiscal na Califórnia e Katsuhiro Narita, nascido e criado no Japão. Embora o Katsu falasse muito mal inglês, o Bob não conseguia perceber Português. Mas não houve problema algum, pois estes dois virtuosos músicos (que por sinal são uns amores!) vieram proporcionar um serão musical de alto nível que nos vai ficar na memória. Bluegrass deste gabarito nunca tinha sido ouvido em Queijas!

Isto Afinal é Tudo Mentira – o novo EP!
Outubro 2018

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Este terceiro EP dos Stonebones só ficou pronto em outubro de 2018, embora as suas gravações tivessem começado uns anos antes. Nessa altura pensávamos que íamos parir um longa duração, pois já tínhamos em stock dois EPs deste género. Contudo, tal salto não foi possível e acabámos por libertar (como se diz em inglês), mas um disco compacto com quatro músicas que já eram conhecidas dos nossos fãs. O disco tem ainda uma faixa escondida no final. Um bónus para os nossos ouvintes mais atentos. Este produto não está à venda nas lojas. Para o adquirir têm que ir assistir aos nossos concertos ou deslocarem-se à Nau do Restelo. Ainda não sabem onde é?

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O nosso verão: Festival do Alpendre

Tudo começou com um convite para actuar num evento privado que um aficionado pela música em geral organiza regularmente no jardim de sua residência, algures na zona de Azeitão. Nós, sem saber bem o que nos esperava, aceitámos de bom grado o chamamento. O evento batizado de Festival do Alpendre já conta com umas nove edições, sempre bafejadas com um farto repasto, convívio saudável, exposições de pintura, artesanato e música ao vivo. Segundo as palavras do organizador, o certame não visa a criação de lucro e tem por objetivo auxiliar e promover os artistas em afirmação.

Para lá dos discretos portões fomos descobrir um singelo quintalinho acolhedor decorado com peças de artesanato, capoeiras e gaiolas, charcos com tartarugas e bancos de jardim, que à hora da nossa chegada já se encontrava bem composto. Todos petiscavam e bebiam ao som dos MaZéi, que deliciavam os presentes com o seu jazz de raiz europeia com sabor a Piaf e a Brel. Enquanto isso, o chef Juan Lopes mostrava como dominar uma mega frigideira de paella, o prato de honra que seria servido assim que terminasse o primeiro momento musical. Dito e feito. Mal a música parou, o povo fez fila para a paparoca, cujo aroma há muito prometia um manjar memorável.

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Já de bucho cheio e aproveitando o embalo das mines, lá nos recolhemos para debaixo do alpendre cheios de vontade de mostrar aos presentes o que é isto do bluegrass. A acompanhar-nos no ukulele estava o Simone Verga, um multifacetado artista nascido em Itália mas cidadão do mundo, que veio substituir o nosso bandolinista, temporariamente ausente. Após o habitual set de canções tradicionais e outras originais, foi hora de terminar a nossa prestação com um apoteótico Bella Ciau, interpretado de forma imaculada pelo Simone. O público esse, entrou em delírio e até fez um comboio à boa maneira dos santos populares.

Eram quase onze da noite quando entregámos o palco ao senhor que se seguia: John Fletcher, um guitarrista solitário que apresentou um conjunto de peças para guitarra clássica e jazzística. Um recital suave e introspectivo, ideal para acalmar o ânimo dos festivaleiros, não fossem eles causar estragos. A noite terminou então de forma ordeira e toda a gente regressou a casa de papo cheio, sorriso no rosto e muita música no coração.

Não menos importante que a música, também as artes plásticas, o artesanato e o vinho contribuíram para a magia do Festival do Alpendre. Estiveram em exposição peças de bijuteria de Cristina Sampaio e ilustrações de Amadeu Escórcio. E para os aficionados da pinga, houve a apresentação dos vinhos Casa Dupó, que podiam ser adquiridos a preços de lançamento. Ficámos muito bem impressionados com este Festival do Alpendre. Não vamos voltar porque já tivemos a nossa oportunidade, mas tiramos o chapéu ao organizador da festa por esta brilhante e original iniciativa!

MaZéi

John Fletcher

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O nosso verão: Nofugrass Fest

Depois de nove horas ao volante pelas autovias do país irmão, chegámos ainda antes do nascer do sol à simpática aldeia de Nofuentes. Foi nesta localidade a norte de Burgos que um grupo de aficionados do Bluegrass organizou pelo segundo ano consecutivo um festival dedicado a este estilo de música. É um evento de pequena dimensão que de uma forma bastante eficaz conseguiu envolver a comunidade local e trazer de diversas partes de Espanha os adeptos mais fervorosos do bluegrass para assistir aos concertos, mamar jolas e participar nas jam sessions.

O festival arrancou ao fim da tarde com um workshop de Line Dancing ministrado por um grupo de dançarinos vindos do País Basco, os Yee Haw Country Taldea. Este simpático grupo não descalçou logo as botas à cowboy e fez questão de continuar a dançar em frente ao palco durante os concertos, o que animou ainda mais a noite. Nós abrimos o rol de concertos à hora marcada para um recinto praticante cheio de gente ávida por ouvir música ao vivo. Como o nosso bandolinista habitual teve de ficar no escritório durante o fim de semana, tivemos a honra de contar com a participação do grande João Madeira, um virtuoso músico que já nos acompanhou noutras aventuras. Seguiu-se a Barcelona Bluegrass Band e os Howdy. A maratona de música ao vivo encerrou com uma apoteótica jam session que reuniu em cima do palco os músicos de todas as bandas e ainda mais alguns que vagueavam por ali. Foi um final de noite em beleza que deixou a chama viva, qual tocha olímpica, para a edição do próximo ano.

No dia seguinte saímos de Nofuentes rumo a casa, tristes por não poder ficar mais tempo, mas com o coração aquecido pela simpatia e hospitalidade dos nossos anfitriões, que ainda tiveram a amabilidade de nos oferecer uma lancheira cheia de bocadillos, fruta e Coca- Colas para a longa caminhada que nos esperava. Fazemos figas para que este festival continue a crescer e a semear o gosto pelo bluegrass, não só em Espanha como deste lado da fronteira, onde este estilo de música é praticamente desconhecido.

Nofugrass Fest

Yee Haw Country Taldea

Barcelona Bluegrass Band

Howdy

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O nosso verão: Angra World Sounds

Este ano o nosso verão começou em grande com uma viagem à Ilha Terceira para participar no Angra World Sound, um festival dedicado às músicas do mundo e outras sonoridades da via láctea. Um certame organizado pelos Myrica Faya, o conjunto musical mais célebre e folião do arquipélago. Estes simpáticos e hospitaleiros moços resolveram arregaçar as mangas e pelo segundo ano consecutivo montaram um pequeno festival que certamente terá espaço para crescer e se tornar numa referência no universo dos eventos dedicados à World Music cá no nosso país.

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Nós fomos os primeiros a subir ao palco com a árdua tarefa de chamar para junto do mesmo o tímido público que teimava em ficar encostado ao fundo do recinto. Não tenham medo que a entrada é livre e aqui ninguém morde. Depressa o povo entrou no espírito da coisa e festa continuou com os Enraizarte, um coletivo de gaiteiros e guitarras elétricas vindos de Trás-os-Montes com vontade de pôr o pessoal a pular. O festival encerrou com os Melting Pot, um trio de música irlandesa que fez disparar a venda de cerveja e quase incendiou o recinto, não fosse a chuva que já andava a ameaçar há várias horas ter dado um ar da sua graça.

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No dia seguinte abalámos rumo ao continente com vontade de ficar por mais uns tempos e aproveitar o que a ilha tem para oferecer. Dizem os entendidos que a Terceira é o parque de diversões dos Açores, pois as festividades estendem-se quase ininterruptamente pelo ano inteiro. Entre touradas, romarias e festivais há muito espaço para o bluegrass neste pedaço de terra a meio do Atlântico.

Quem quiser conhecer melhor os desta festa, aqui ficam os links das suas páginas de Facebook para lá deixarem um likezito.

Myrica Faya

Enraizarye

Melting Pot

Angra World Sound

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Isto Afinal É Tudo Mentira

Na época em que o disco compacto aguarda pacientemente o cumprimento de uma sentença de morte há muito anunciada, os Stonebones and Bad Spaghetti decidiram despejar para o ambiente mais quatro temas originais gravados neste suporte decrépito.

As gravações em questão foram iniciadas há quase cinco anos e na altura destinavam-se a fazer parte do primeiro longa duração da banda. Mas o tempo foi passando e o objetivo inicial ficou por cumprir. Justificações à parte, de tudo o que ficou gravado escolhemos o melhor e o que nunca tinham sido posto em disco para fazer parte deste novo EP.

De novo o disco só terá a capa, pois os temas estão mais que batidos no nosso alinhamento e até já podiam fazer parte de um best of dos Stonebones. Como manda a tradição o disco será comercializado pela porta do cavalo e também em formato digital no Bandcamp. Mas para que isso aconteça primeiro ainda temos de finalizar as misturas e mandar o master para a fábrica. Fiquem atentos!

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As Sessões de Bluegrass de Lisboa – o regresso

Desde o início do ano que estão de regresso ao Fábulas as saudosas sessões de bluegrass lisboetas. É um encontro informal entre aficionados deste estilo de música, e não só, que acontece todas as primeiras quintas feiras de cada mês.

A próxima jam session é já amanhã e o arrebimbómalho começa às 21h. O Fábulas fica na Calçada Nova de São Francisco no Chiado. A entrada é livre para músicos e ouvintes. E quantos mais melhor!

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